sábado, 8 de novembro de 2008

Trechinho de Rita Apoena

"Vivo tão intensamente o momento presente que quase chego atrasada(o) ao momento seguinte."

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sem Título II

Uma ciranda de cores
Processo gerúndico de construção
Transformação

Aprendendo a ser adulta
torna-se
prematura depois do tempo

Ação
Nas explosões e calmarias
Ao esconder, transborda

Alguns pleonasmos
Muitos paradoxos, antítesese
outros opostos

Reticências
que não deixam espaço
para o ponto final

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O Lírio

Girassóis amarelos
Tulipas amarelas

Hibiscos vermelhos
Rosas vermelhas

Uma flor laranja
para fundir o vermelho e o amarelo
Não...Um lírio...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Fênix

Vou admitir que sofro
Chegar até o fundo do poço
Se preciso for

Vou remendar minhas asas
De rosa e vermelho

Vou cultivar minhas asas
E aprender a amá-las...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Desencontro

Vagando pela cidade
auto-destruindo
incomodando

Noites mal dormidas
desperdícios de tempo

Felicidade obrigada
esconde a tristeza
ao tentar esconder
transborda

Tanta boemia pra quê
Tanta tristeza por quê?

Seria a falta de lar?
a comida
a falta de rumo
ou uma futilidade qualquer?

por RBN

Acaso Forçado

Para onde ia o olhar?
Onde estavam os ouvidos?

Ela olhava para tentar encontrar
o que não queria ver

O braço moreno
enroscado
pelos braços brancos

Não era miragem

Era o ponto final
se fazendo presente

Apesar
da insistência
das reticências

Por RBN

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Depois...

Tocar o corpo
Sabe-se
onde começa
onde termina
O envolvimento é opção

Tocar a alma
Difícil
E o que fazer depois?
Onde é o fim?

RBN

Amor Sublime

Três anos
três meses
treze horas

365 dias
a cada
24 horas

Vai passando
vai transformando

Telefonando
escrevendo
bebendo
fumando
chorando
de em vez em quando

Confessando
estampas evidentes

Jogando fora
escritos de crise
Varrendo e esvaziando
o espaço

Ser mais forte
tentar com veemência
até conseguir

O presente
se tornará
um monte de
bobagens
de achar graça

RBN

....escrevendo para nao enlouquecer...

Remaluroselando

Não ter coragem
de alçar sonhos tão altos

Há possibilidade
pode ser real
questão de escolha

Mirabolâncias
escantear o juízo
para depois retomá-lo

Escantear o juízo
para criar
e utilizá-lo
para lapidar

Alçar sonhos altos
acreditar
criar escadas
para alcançar

Frases ditas
compreendidas depois
de muito mastigadas

Defeitos escancarados
ao invés de julgados
Contribuem para
transformações

Escolhas

Celular, telefone, carta
orkut, e-mail, msn
carro, ônibus, avião

Driblar ou não
a falta de tempo
Criar ou não
situações

As pessoas preferem
estar distantes
escondidas
por desculpas fajutas
para não mostar...

Por: RBN

(Isso me faz lembar meu amigo JP...)

Relógio

À medida que
envelhecemos
as mudanças
se dão
mais vagarosamente

À medida que
amadurecemos
sedimentamos
quem somos

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sem título

"Todo Poema engole
um pouco do ar
das canetas
que marcam o papel"

Por Sulativ numa mesa de bar comendo Nachos...

domingo, 10 de agosto de 2008

Curativo

As palavras atrapalham tanto
O silêncio
fala mais
O silêncio
é estético
E depois?
Viva à falta de memória!


RBN

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tempos Verbais

Futuro do pretérito
Não é presente do indicativo
Nem futuro do presente

Futuro do pretérito
talvez tenha sido
um passado perfeito

RBN

sábado, 2 de agosto de 2008

Fusão Incompreendida

Feliz aniversário...
Frieza formal
Má compreensão
Vontade de falar mais
Escondida pelo silêncio

Repetições diferentes

Dilaceramentos,
Frases e sorrisos de Exupéry
Dilaceramentos,
Frieza educada ao telefone
Seria raiva?
Dilaceramentos...

Alma de orquídea
Coração de rocha
Se desfaz
E volta a ser inteira

É única
Não foi bom dia
É artigo definido
Segredo transparente

É sorriso
É intensa
Sente e Pensa

Que pergunta
Pra tentar entender
Ouve a resposta
E não entende mais ainda

Importante
Indelével
Querida

A professora
Que ensina a ser essência
À aluna que teima
em ser superfície

Vai um de bolo com crocante?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Promessa

Desafio o medo
de sentir
de expressar
da decepção

Desafio o medo
da fusão
entre razão e
sensabilidade

Idéias divergentes em personalidades parecidas?
Chega de perguntas!

Escutar
Observar
Beijar
Rolar chão afora
Cuidar

Desafio o risco
da dependência

Viver
Sem pressa de descobrir
encontrar sem procurar

Algumas expectativas
Sinceridade
Autenticidade

Nem acima das nuvens
nem abaixo do chão

Intensos
não há espaço para julgamentos
nem sutilezas

Ao invés de parar o tempo,
prolongá-lo

Palavras densas
que se esvaziam para dar lugar à comunicação não verbal
mistura de sotaques a meia voz
olhos verdes brilhando no escuro

Para viver

Linhas do Trem (Lembranças)

As linhas do trem
remetem à infância
Bala de leitecafé pisado
casa de farinha – vixe que medo!
Bolacha de goma
no ponto de chegada
Acordar de madrugada
e andar pela estrada
clareada
por candeeiro
Correr o sítio inteiro
Brincar de pega-pega
sem avisar
ao pega
E subir na montanha
de laranja manchar a blusa
a cada água de coco
Aceitar? Só se oferecer!

Por RBN e Rosivaldo Andrade do Nascimento

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Psicodelismos com Sentido

Burguesia, socialismo, ideologias
liberdade, inteligência, teorias
Possibilidades de escolhas
Coragem para escolher
Ideal forte, sem possibilidade
escolhido pelos outros
Futilidade idiota
escolhida conscientemente
Fusão
Explosão
Silêncio
por mais que fale
Perguntas com respostas já claras
E mais silêncio...
Sair ou ficar?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Areia

Vão-se as possibilidades
Ficam as poesias?
Jamais!
Poesia não é resto
Possibilidades não findam
Vez em quando se transformam